Nossa história

A Associação Estadual Cultural de Direitos e Defesa do Povo Cigano (AECDDP) é uma entidade civil, sem fins lucrativos, fundada em 2018 pelo casal de calons Itamar Pena Soares e Valdinalva Barbosa dos Santos, moradores da Comunidade do Acampamento São Pedro - Ibirité (MG), com objetivo principal de lutar contra o racismo sofrido historicamente pelo povo cigano no Brasil e pelos direitos dos ciganos. A criação da associação foi resultado da trajetória de atuação do casal na busca por políticas públicas e por melhorias de vida em vários acampamentos ciganos em Minas Gerais, culminando na necessidade de registro de uma entidade que pudesse representar as demandas das famílias ciganas de Minas Gerais de diferentes etnias (calon, rom, sinti) junto ao poder público e promover diversas ações de valorização da cultura e modo de vida cigano.

Desde sua fundação a AECDDP vem atuando em várias frentes para defesa dos direitos dos povos ciganos no Estado, destacando-se, dentre eles: 

  • Pedidos, assessoria e acompanhamento de regularização fundiária de longevos acampamentos ciganos junto às prefeituras (Ibirité, Conselheiro Lafaiete, Pedro Leopoldo, Santa Bárbara, Juiz de Fora);

  • Articulação com outras lideranças ciganas no Estado e no País, de diferentes etnias, para ações conjuntas de pleito de políticas públicas para povos ciganos no Brasil;

  • Aproximação com lideranças de outros povos tradicionais, para articulação de movimentos coletivos de promoção de direitos e políticas públicas para os povos tradicionais no Brasil. 

  • Pedido de inclusão dos povos ciganos na política de ações afirmativas (cotas para pessoas ciganas) na Universidade Estadual de Minas Gerais (UEMG), pleito que já foi aprovado e implementado para as entradas de 2020.

  • Assessoramento para pleitos de colocação de padrões de água em acampamentos junto aos órgãos competentes; 

  • Aprovação de projeto junto ao Estado para colocação de banheiros em acampamentos ciganos. 

  • Articulação de Audiência Pública sobre direitos ciganos, realizada pela Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), cujo eixo central era a regularização de territórios ciganos em Minas Gerais.

  • Organização e realização, junto à acampamentos calons de 7 municípios mineiros, do Protocolo de Consulta Coletivo de Acampamentos Calons de Ibirité, Pedro Leopoldo, Ribeirão das Neves, Santa Bárbara, Conselheiro Lafaiete, Juiz de Fora e Barbacena. O documento foi feito em conformidade com o direito à consulta livre, prévia e informada, tal como previsto na convenção 169 da OIT (Organização Mundial do Trabalho). Trata-se do primeiro protocolo de consulta elaborado por povos ciganos no Brasil.

  • Pleito junto aos municípios, ao poder público estadual e federal de diversas ações de atendimento emergencial específico aos povos ciganos no contexto da pandemia da COVID- 19, que vem sofrendo com a falta de produtos básicos de sobrevivência e higiene, o que facilita a potencial contaminação de seus integrantes. 

  • Pleito junto ao poder público federal de inclusão dos povos ciganos no próximo Censo a ser realizado pelo IBGE.

  • Cobranças junto a senadores do andamento da tramitação do Estatuto dos Povos Ciganos e junto ao Governo Federal para aprovação e execução do Plano Nacional. 

  • Criação e tentativa de captação de projeto para mapeamento de comunidades ciganas em Minas Gerais, que como o resto do Brasil, sofre com a falta de informações consolidadas sobre sua real população.    

  • Criação e tentativa de captação de projeto de capacitação de costureiras ciganas, para valorização do ofício tradicional das mulheres ciganas e criação de cooperativas de costura.      

 

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